molotov na tribuna

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Grupo de fortalezenses cria cerveja 100% artesanal com nome peculiar

Na terra da cachaça um grupo de fortalezenses se uniu para produzir uma cerveja 100% artesanal. E com um nome bem peculiar: Molotov. Em referência ao coquetel Molotov, decease que foi um artefato explosivo usado pela 1ª vez na União Soviética durante a II Guerra Mundial.

A conversa acerca da produção da Molotov surgiu em abril de 2013. Alexandre Mourão, que junto a Marcos Vinícius, faz parte do Coletivo Aparecidos Políticos, conversou com um outro amigo que tinha interesse em desenvolver uma cerveja artesanal. Eles se uniram e começaram a pesquisar as formas de produção. “Tínhamos a ideia, estudamos um pouco e fizemos.”, conta o artista do grafite Marquinhos, como gosta de ser chamado.

Marquinhos descreve a Molotov como uma “cerveja de classe” e o 1º lançamento da ideia foi bastante satisfatório. Ele conta que eles compraram uma cerveja já existente no mercado e mudaram apenas o rótulo. “Foi um sucesso. As pessoas estavam bebendo a cerveja que já existia, mas com o nosso rótulo e quando elas passaram a beber a cerveja com o rótulo original, elas comentaram que preferiam a Molotov. Mas na verdade, o tempo todo era a mesma cerveja”, comemora.

Processo

Todo o processo é caseiro, todo o material foi comprado pelos idealizadores. Panelas normais, fogão e geladeira convencionais. E tudo feito na cozinha.

Marquinhos conta que o processo leva um mês e que o lançamento da cerveja, em abril, depende do fim da fermentação da cerveja. “Do dia que começamos até a cerveja fermentar completamente vai levar um mês. Nesse momento ela está em processo de fermentação”, explica. E os 20 litros que estão fermentando vão render cerca de 40 long necks.

Vendas

Quando perguntando sobre a possibilidade de colocar a Molotov no mercado, Marquinhos é taxativo ao afirmar que, por enquanto, a cerveja funciona como uma intervenção. “Nunca pensamos na possibilidade de comercializar. É uma intervenção. O intuito é fazer as pessoas refletirem e mostrar que é simples fazer e qualquer um pode produzir em casa”, afirma.

Sobre o Coletivo

O Coletivo Aparecidos Políticos, segundo Marquinhos, desenvolve intervenções urbanas fazendo a cidade pensar, agir e movimentar uma discussão em cima de um tema delicado: os presos políticos que sofreram na época da Ditadura. E a ideia da cerveja surgiu exatamente com a proposta de gerar uma intervenção.

“As intervenções são diversas, um dia a gente pode resolver fazer uma pizza revolucionária”, diverte-se Marquinhos. A cerveja foi criada para gerar curiosidade nas pessoas que bebem e fazer elas pesarem além da bebida. E também, claro, para satisfazer um desejo dos criadores: desenvolver sua própria cerveja.

Link: http://tribunadoceara.uol.com.br/noticias/ceara/grupo-de-fortalezenses-cria-cerveja-100-artesanal-com-nome-peculiar/

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