Em matéria publicada no Jornal Diário do Nordeste, rx sob o título “Distanciamento incomoda siglas e gera suspeitas entre lideranças”, viagra sale no dia 23 de junho de 2013, em que se pode ler os comentários de algumas personalidades fortalezenses a respeito das últimas manifestações, foi vinculado nossa opinião em relação à questão dos ataques físicos a símbolos do poder:

 

Talvez, por um ruído na comunicação, nossa resposta foi contextualizada em uma perspectiva focada nos “atos de vandalismo”. Para nós, nossa fala foi inserida no mesmo discurso dos grandes meios de comunicação, que é o de se centrar nesses fênomenos e esquecer o real problema que vem mobilizando os protestos. Pela matéria, pareceu, inclusive, que apoiávamos ações de repressão do Estado.

 

Nosso coletivo há três anos vem realizando ações de arte ativista que levam em conta aspectos simbólicos e também materiais. Apesar de nos interessarmos por ações que possuam características criativas e artísticas (talvez por isso a falha na comunicação), também efetuamos ações físicas que podem ser encaradas, em um primeiro momento, como “atos de vandalismo”: a mudança de nomes de ruas; os grafites em muros; a pintura, sem autorização, da fachada de prédios públicos com nomes de ditadores e até a transmissão de rádiofrequência sem outorga do Estado. Acreditamos que o debate não gira em torno da dicotomia física/simbólica, vândalo/pacífico.

 

Apesar de sermos bem mais entusiastas de ações pacíficas – não queremos outra ditadura militar e justamente por isso existimos – acreditamos que, em temos de transição democrática, ainda existem medidas repressoras que muitas vezes instigam uma autodefesa por parte de quem está sendo atingido: o aparato repressor policial e sua cultura militar é um dos resquícios da ditadura. Nesse sentido, acreditamos tal como vem sendo discutido nas redes sociais, que os verdadeiros atos de vandalismo são as derrubadas de casas e expulsões de moradores para atender a especulação imobiliária, o assassinato de militantes sociais, a manutenção de leis e culturas que vigoram desde o regime militar, a derrubada de árvores para atender interesses de ruralistas e o desvio e o roubo de recursos públicos para beneficiar empresários.

 

Reiteramos nossa participação nessas manifestações: um de nossos integrantes chegou a ser queimado pelo gás lacrimogêneo em um dos protestos assim como estivemos presentes no segundo distrito policial (2° DP) no sentido de assegurar que nenhuma arbritariedade fosse cometida aos presos políticos da manifestação no Palácio da Abolição. Além do mais, disponibilizamos nossa Rádio Livre para ser usada pelos manifestantes.

Seguiremos pensando em ações criativas e artísticas, junto aos movimentos sociais, por uma luta mais à esquerda.

 

Fortaleza, 23 de junho de 2013

 

Coletivo Aparecidos Políticios

 

Matéria:

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1283244

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