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Jovens desmascaram regime militar nas praças do Nordeste
Rogério Morais

Ligia M. Nóbrega foi combatente no Araguaia

Jovens de Fortaleza, rx na sua maioria universitários, rx tendo à frente Alexandre de Albuquerque Mourão, Viviane Tavares, Gelirton Almeida, Daniel Moskito e Marcos Venícios, decidiram fazer justiça à história do Brasil, especificamente ao período do regime militar fascista. Pelo menos dois espaços públicos que recordavam os dias mais sangrentos do regime dos generais foram rebatizados. São eles, o Centro Social Urbano Presidente Médici e a Praça do Quartel do Vigésimo Terceiro Batalhão de Caçadores, o 23º BC, esse último quase no centro da capital,

— A turma de moças e rapazes equipados com tintas, escadas, cordas e placas, não pedem licença a ninguém. Chegam e adotam as providências necessárias para apagar da memória do povo as imagens ou “as mentiras” políticas que a ditadura impôs às massas — diz Alexandre Mourão, um dos integrantes.

Na Praça do famoso 23º BC, no bairro do Benfica — defronte à unidade do exército que, nos primeiros dias de abril de 64, concentrou os presos cearenses do golpe — eles batizaram o logradouro de “Praça do Preso Político Desaparecido”. Para Alexandre, “relembrar é viver”. Placas e faixas reivindicam “o direito à verdade”, explica ele, acrescentando que o foco atual do Grupo de Arte Ativista é a memória dos desaparecidos políticos no Brasil.

Fonte: http://www.anovademocracia.com.br/no-85/3826-jovens-desmascaram-regime-militar-nas-pracas-do-nordeste